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sábado, 30 de novembro de 2013

- Eu! Quando posso fazer eu? (atualizada)

Assim continua o entusiasmo com a recriação das pinturas de Van Gogh... hoje foi a vez de mais três artistas dedicados. 
E é espantoso observar a atenção, o empenho e o gosto que até os mais pequeninos têm colocado nesta atividade.... o cuidado com os pormenores, a escolha das cores, o progressivo (mas muito rápido) domínio da técnica da aguarela. 
Estão de parabéns os nossos pequenos pintores!
Alguns até já passaram à segunda etapa: decorar a sua pintura para o Natal... 
O problema é que só no final da criação é que a Maria João (3 anos) descobriu que o papel de embrulho tem frente... e costas :-(  
... e também que a cola seca depressa!
Descobertas importantes, mas que não esmoreceram o seu entusiasmo por este trabalho.

Entretanto, como o frio continua, houve por cá quem arranjasse uma solução criativa:
Sentadas num recanto da sala, junto ao único radiador, estavam a Luciana e a Ariana (ambas com 3 anos)... 
- Estamos a ver as revistas do Natal! Está-se bem aqui... está mais quentinho!

A areia cinética também continua a manter fiéis adeptos... o problema é quando fazemos os castelos e, ao ir mostrar à professora, eles já se desfizeram. Não pode ser...
- Olha, tens que vir tirar-nos uma foto, mas é na mesa, senão desmonta-se tudo!
Aqui ficam, então, os castelos dos dois fixes mais crescidos (assim segunda-feira já não vão reclamar...)

E terminamos o dia com uma aula do Duarte, que foi buscar os animais de triagem e propôs uma atividade de formação de conjuntos por tipo de animal... 
...com sete animais diferentes, de seis cores e dois tamanhos, não foi muito fácil! Já estávamos a tomar o leite e ainda não tínhamos conseguido terminar... para a semana continuamos, ou recomeçamos, porque este material de triagem é muito rico para trabalhar a matemática.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Não me ouves a pensar? ;-)

Hoje descobrimos que não se consegue ouvir o pensamento... 

Foi assim: 
Estávamos a distribuir as tarefas pela manhã e agora temo-lo feito com os nossos apelidos, (pois descobrimos que muitos de nós ainda não sabem o seu nome completo).

Então a professora vê o cartão mas não mostra... diz apenas os apelidos do menino(a):
- Sr. Alves Pinto!
- Sou eu!
- Muito bem! E que tarefa escolhes tu hoje?

---------------- silêncio----------------------

- Então Miguel? Não escolhes nenhuma tarefa?
- Estou a pensar! Não me ouves a pensar?

- Não, eu não consigo ouvir-te a pensar... alguém consegue ouvir o Miguel a pensar?
- Não!
- E porque será que não se consegue ouvir nada?
- Porque pensar não faz nenhum som!
- Mas e se encostássemos o gravador digital ali à beira da cabeça dele, ia gravar alguma coisa?
- Não, já te disse que o pensamento não faz barulho!
- Bom, então nós não te ouvimos a pensar Miguel, mas pela tua cara conseguimos ver que o estás a fazer.


quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Diz que é uma espécie de...

... digitinta limpinha?
Talvez, pelo menos foi isso o que nós achamos: 
Trabalha-se com os dedos, misturam-se as tintas... mas ninguém/nada se suja!
O segredo está no uso de sacos com ziplock, que permitem fazer as misturas que quisermos, com toda a diversão e muito menos confusão... são os chamados sensory bags (sacos sensoriais).

Então cada um de nós escolheu duas cores para misturar dentro do seu saco (podiam ser primárias ou secundárias. Vários ainda se lembravam quais eram, inclusivamente o magenta e mobilizaram esse conhecimento nesta situação); escreveram-se os nomes dessas cores por fora do mesmo, juntamente com a previsão do que iria acontecer quando se misturassem. 
Por exemplo, o Miguel P. disse que queria misturar amarelo + vermelho e que o resultado iria ser cor de laranja, mas havia alguns que ainda não sabiam o que iria acontecer e tiveram que experimentar para ficar a conhecer a resposta. Outros só confirmaram as suas previsões...

Foi assim:


Foi muito divertido e ainda descobrimos como a pressão dos dedinhos fazia com que as cores se misturassem e observamos/identificamos os tons/cores diferentes que iam aparecendo à medida que mexíamos; 
Descobrimos também que podíamos desenhar e escrever sobre aquela superfície lisa e colorida;
Por fim, ainda acrescentámos uns pózinhos de perlimpimpim coloridos (purpurinas) para dar um brilho um pouco natalício...
Porque afinal de contas isto tem muito mais piada se for um bocadinho mágico!

Um "Quarto em Arles" decorado para o Natal

E hoje os nossos pintores fixes mantiveram o entusiasmo em recriar Van Gogh... desta vez foram não só os mais crescidos, mas também alguns dos mais pequeninos (2 e 3 anos) quem escolheu o seu quadro preferido para pintar com aguarelas. 
Escolheram o quadro "Noite estrelada" e depressa aprenderam a técnica:
Com belíssimos resultados ;-)

Quem já tinha feito esta parte, prosseguiu para a seguinte (afinal a proposta era brincar ao Natal com os quadros do Van Gogh, lembram-se?): 
E quatro meninos grandes fizeram a sua decoração natalícia do "Quarto em Arles" de Van Gogh, acrescentando imagens alusivas a esta época do ano (meias penduradas, Pai Natal, pinheirinho, velas, renas...) com pintura e colagem:
Esperemos que ele não se importe e goste do resultado...

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Revisitar Van Gogh brincando ao Natal

Estava prometido conhecer melhor este pintor famoso, do qual ainda nos lembrávamos o nome: Vincent Van Gogh... e hoje foi o dia. 
Como por aqui já cheira a Natal, a proposta envolvia este pintor, alguns dos seus quadros e o Natal, é claro! Começamos por abrir a caixinha das surpresas, onde vinha o livro "O mundo colorido de Van Gogh": exploramos as cores e as imagens dos seus quadros, respondemos às questões e passamos então ao que se segue:

Ficamos agradavelmente surpreendidos com as brincadeiras de Natal em torno destes quadros de Van Gogh e apreciamos especialmente o seu "Quarto em Arles".
Daí que tenha sido escolhido pelos primeiros quatro meninos mais crescidos que tiveram oportunidade de recriar uma das obras (à escolha) deste artista... e utilizaram a técnica da aguarela:

E como é demorado fazer as coisas bem feitas, não deu tempo para mais... as nossas pinturas (ainda sem Natal) estão assim:
Amanhã será a vez de outros... e não faltavam candidatos!

O Natal, os projetos, os sons, a tecnologia...

... e como isto tudo está relacionado!
Na nossa sala temos a Área dos Projetos, onde desenvolvemos todas as ideias e trabalhos que queremos ou precisamos. Lá temos diversos materiais, muitos deles de desperdício, para reutilização e gostamos muito de inventar coisas com eles.

Foi o que aconteceu hoje:
O André M. inventou um sininho de Natal, com um som muito bonito e lembrou-se de o gravar. Foi pedir à professora para o ajudar, mas desta vez usaram o gravador áudio, pois o Audacity grava mais baixinho e havia algum ruído de fundo na sala. 

Aqui está o som do sininho que o André fez, com uma peça plástica e uma cápsula de café. 
- Só toca assim nesta posição, se puser ao contrário não toca, porque (a cápsula) não tem espaço para abanar!


O sininho fez sucesso e outros imitaram esta iniciativa...
A Luciana fez também um sininho para si...

A Maria fez dois sininhos e com cápsulas diferentes! Logo observou que os sons não eram iguais e gravou um de cada vez e só depois os dois juntos:

O Miguel P. adaptou a ideia e criou uma maraca, com um boião e tampinhas de plástico lá dentro:

Estas simples experiências são fundamentais, tal como se refere na brochura da DGIDC "As artes no jardim de infância": 
"As primeiras fases da relação estabelecida entre as crianças e a arte centram-se em aspetos sensoriais e manipulativos. As crianças pequenas são particularmente sensíveis às qualidades do som, nomeadamente nas diferenças bem notórias entre raves e agudos, fortes e fracos e timbres contrastantes.  Paralelamente, as crianças são atraídas pelos processos de produção sonora, manifestando desde muito cedo prazer em percutir um tambor, em chocalhar umas maracas (...)"

Por outro lado, estes pequenos projetos de iniciativa própria, desenvolvidos individualmente ou em grupo pelas crianças, são "uma forma inovadora, flexível, capaz de atender a um só tempo aos interesses que fazem o 'mundo da criança' e às finalidades e competências estabelecidas como desejáveis para as crianças e jovens de hoje" Gambôa, 2011

Há muitos anos atrás, já John Dewey (1859/1952) afirmava que:
"A Educação não é preparação para a vida, é a própria vida", isto porque "cria as condições para que cada sujeito, pela comunicação com os outros, adquira e mobilize um conjunto de hábitos e atitudes que lhe permitam viver condignamente e, acima de tudo, 'aprender a continuar a aprender' pela experiência".

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Um cheirinho a Natal...

Pois é, depois da planificação que fizemos conjuntamente na sexta-feira, das atividades que queríamos fazer nesta época tão especial, começou mesmo a cheirar a Natal na Sala Fixe!

Conversa puxa conversa ao redor da mesa grande, muitos de nós ficaram verdadeiramente surpreendidos quando a professora disse que o Pai Natal não tem nada a ver com a razão porque se festeja esta data... então afinal porque é que se comemora o Natal se não é por causa do Pai Natal???  O que é que aconteceu de tão importante para haver tão grande festa em tantos lugares do mundo?

E, conversa vai, conversa vem, alguém se lembrou que tinha qualquer coisa a ver com o Jesus... alguns achavam que foi quando morreu, mas depois lembraram-se da Páscoa. 
Acabamos por concordar que o Natal se comemora porque Jesus nasceu!
- Pois, até tem lá um bebé!
E a história do dia ajudou a recordar todos os acontecimentos ligados a esta comemoração e lançou o mote para o que vem a seguir...

Após o reconto da história feito em grande grupo, os meninos mais crescidos, que já estão habituados a fazê-lo sem ser preciso dizer nada, passaram ao registo gráfico daquilo que consideraram mais significativo... e na verdade, todos os elementos fundamentais da história surgiram nos seus desenhos:

E todos esses elementos juntos formam uma das coisas que planificamos fazer: o presépio!
Pequenino e fofinho, como nós! ;-)

Entretanto muitos meninos pequenos faziam rasgagem, recorte e colagens com papéis de Natal... foi uma animação na área da colagem!

Bom, mas nem todos ;-) alguns descansavam...

Outros dedicaram-se à pintura livre, também inspirada no Natal e até a elaborar produções com técnica mista (desenho + colagem)

Também já combinamos a surpresa que vamos fazer para oferecer... e até já pusemos (literalmente) "as mãos à obra"... mas não podemos mostrar nada, para já.

Para terminar, um recadinho para os pais
Lembram-se do Trabalho Para Casa (TPC) que levamos na sexta-feira?
É para trazer durante esta semana... vá lá, estamos a contar convosco!
Nove de nós já o fizeram e trouxeram:
Estão lindos, obrigado a todas as famílias que já responderam ao nosso pedido!
O que/para que são? Depois verão...


segunda-feira, 25 de novembro de 2013

As histórias por dentro dos desenhos

Hoje contamos as novidades do fim de semana, tal como é habitual à segunda-feira. 
A nossa professora também teve uma novidade para contar: no sábado foi a Braga, à Universidade do Minho, participar no Encontro "Recursos Educativos Digitais para aprendizagem das crianças: Mostra de atividades e investigação" onde fez uma comunicação sobre o PRÉ Histórias, o blogue onde partilha as histórias que vai criando para nós... se quiserem ver como foi espreitem aqui.

Ora, nestas ocasiões, os professores encontram outros professores e aprendem coisas novas! 
Foi o que aconteceu, a nossa educadora encontrou a educadora Rosa Maria do "Triquiteiros de S. João" e a educadora Alda (das canções) de "O resto são cantigas" e ainda outra educadora, a Senhorinha, que conheceu pela primeira vez e que também tem um blogue "Jardim de Real". 
Foi esta última que partilhou no seu trabalho uma forma engraçada de comunicar as notícias do dia (ou qualquer outra coisa que se queira contar) através de um programa de computador: o Audacity.
Hoje testamos essa ferramenta web 2.0... contando as histórias que estão por dentro dos nossos desenhos:

A Anita gravou a sua voz no Audacity e guardou o ficheiro de som com o seu nome!


A Leonor foi logo de seguida, contando a história que a sua produção (colagem e desenhoescondia:


O Mateus também quis experimentar descrever a interpretação que fez do seu desenho...


Esta é a nossa primeira experiência no Audacity... e aqui ainda a história do desenho fantástico do Miguel B. (3 anos):




sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Terminadas!

Foi uma trabalheira, mas todos terminaram a tecelagem das asas da sua borboleta... e que bonitas e coloridas ficaram!
Trabalhamos bastante a capacidade de atenção/concentração e a destreza dos nossos dedinhos, pelo constante "passa pela frente, passa por detrás, passa pela frente, passa por detrás"... grandes e pequenos, com maior ou menor autonomia, conseguiram persistir, empenhar-se e concluir esta tarefa!



Pintando (como) Van Gogh

"As imagens falam mais do que mil palavras"

 



"É atualmente consensual entre técnicos e pedagogos que a experiência artística pode ser vivida através de três formas distintas: através da execução (aplicando técnicas), através da criação (criando algo novo) e através da apreciação (contactando obras de outros). É, por conseguinte, importante que as crianças, em ambiente de jardim de infância, possam experimentar estes distintos papéis de executante, criador e apreciador, já que na vivência desta tripla experiência artística, diferentes significados e competências serão desenvolvidos"                              
Brochura "As artes no jardim de Infância", DGIDC, 2010

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Viver, com o corpo, o ciclo de vida da borboleta!

Quase a terminarmos as descobertas sobre as lagartas e borboletas, quase todos já sabemos "de cor e salteado" as quatro fases da sua vida... começando no ovo, depois a lagarta, o casulo, a borboleta e voltando ao ovo outra vez!
E hoje foi o dia em que combinamos dramatizar/mimar esse ciclo de vida da borboleta.
Depois de um pequeno ensaio fomos para a sala do prolongamento para termos mais espaço para viver, com o corpo, as quatro fases da vida de uma borboleta.
Foi a primeira vez que experimentamos algo do género este ano e tendo em conta que temos cá meninos ainda tão pequenos, não deixou de ser uma experiência muito positiva ;-)
Ora espreitem lá como foi...


Como gostamos muito, decidimos fazer mais vezes mas, para a próxima, vamos tentar sozinhos!

As atividades de Expressão Dramática põem em ação a totalidade do ser, favorecendo, através de atividades lúdicas, uma aprendizagem transversal (cognitiva, afetiva, sensorial, motora e estética) e facilitando um desenvolvimento holístico. São, portanto, oportunidades singulares de aprofundamento e de incentivo à  criatividade, à desinibição, à capacidade de brincar ao faz-de-conta, à imaginação... a brincar, aprende-se!

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Parabéns Rui!

Foi hoje que o nosso Rui completou 3 anos... está a ficar crescido!
Trouxe de casa um bolinho caseiro, feito pela avó, para partilhar com todos os seus amigos do jardim de infância... e nós oferecemos-lhe um livro cheio de desenhos, para guardar de recordação desta data!

O ciclo de vida da borboleta e não só ;-)

Hoje, nas atividades de concretização, trabalhamos o ciclo de vida da borboleta, desde que ela põe o ovo, até à borboleta adulta que volta a pô-lo e verificamos que 
- Esta história dá a volta e volta ao princípio, porque está sempre a repetir-se.

Então o seu registo também foi pensado para dar a volta, tal como os ponteiros do relógio!
Para isso reutilizamos CD's velhos, com a colaboração do prof. Hélder, que os cortou para nós. Muito obrigado! Colamos as imagens que colorimos e prendemos com um atache
Agora o ciclo roda, roda... sem parar, tal como acontece na Natureza! 
Através deste registo já conseguimos identificar todas as fases e contar a história da vida de uma borboleta, sem dificuldades.

Entretanto, os meninos mais crescidos dedicaram hoje algum tempo à tecelagem e estão de parabéns pela autonomia com que conseguiram realizar a sua tarefa de tecer asas de borboletas! Aqui ficam em registo foto e video, três exemplos disso mesmo:
video


video
Ainda de manhã, observamos atentamente o tal quadro de Van Gogh que era parecido com a pintura da Leonor. Vimos os seus diversos elementos, as suas cores, e isso inspirou alguns pequenos-grandes artistas a tentar reproduzir essa obra de arte tão famosa... pintando à vista!
Amanhã mostramos as nossas obras de arte...

terça-feira, 19 de novembro de 2013

O que te dizia eu hoje, Leonor?

... quando fazias a tua pintura, tão concentrada, que até chegou a hora de "tocar a campainha" para arrumar e tu continuaste, entusiasmada como estavas para terminar aquilo que tinhas começado por tua iniciativa e cheia de inspiração?

Dizia-te que havia um pintor que, há muitos anos, criou um quadro parecido e que ficou muito famoso, chama-se "Noite estrelada" e o seu autor é Vincent Van Gogh...

Afinal, entre um pintor de renome e uma criança de 5 anos, não há assim tantas diferenças...
Ao vivo e a cores, ainda é mais bonito!

Borboletas!

Não, ainda não foi hoje que os casulos se abriram :-( ... mas as descobertas continuam e a sala encheu-se na mesma de borboletas!
Começamos por visualizar um video do Youtube que nos mostra, em imagens reais, todo o processo de metamorfose da borboleta. Assistimos todos com muita atenção, vejam também:


E aprendemos uma coisa que ainda não sabíamos: a lagarta vai largando a sua pele à medida que faz o casulo e se transforma em crisálida, ou pupa... 

Este é um processo da Natureza, não pode ser apressado... (o Duarte ainda sugeriu fazermos um barulho forte, a ver se elas saíam, mas não adiantou, por mais alto que batêssemos as palmas!)

Ora já que elas não nascem, fazemo-las nós!
- E como podemos nós fazer borboletas?
As nossas sugestões foram: com desenho, com  pintura, com modelagem e com colagem e a professora ainda acrescentou com tecelagem!
Pois, tal como as lagartas tecem os casulos, nós podemos tecer borboletas, recriando uma ideia que os meninos de Rio Côvo, da educadora Ádila Faria, usaram por altura do magusto... e uma bela ideia por sinal ;-)

Cá estão as nossas primeiras borboletas, feitas pelas meninas mais pequeninas (3 e 4 anos)
Borboletas com corpo de esferovite e asas entrelaçadas 
entre palitos com lãs coloridas  

 Borboletas pintadas usando a técnica da pintura em espelho, 
que trabalha a noção de simetria...

Com colagens de lã, uma técnica que não se revelou nada fácil...

Com tantas borboletas, até já "vestimos a metamorfose" ;-)
À esquerda o "casulo"com as cores do arco-íris: - É colorido, como as asas das borboletas!
À direita a borboleta, já saída do casulo!

Gostaram? Querem mais? 
Fica para amanhã... se a virose (que hoje só deixou 11 meninos na sala) permitir...

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Investigando...

Porque, quando não sabemos, perguntamos e queremos descobrir!
Já passaram tantos dias (nem sabemos quantos...) desde que a Catarina e até a Bina (as lagartas, lembram-se?) chegaram à nossa sala, e elas ainda não saíram do casulo! 
Ainda não se tornaram borboletas? Que coisa esquisita...
- A Tita foi num instante que saiu do casulo e estas demoram tanto... porque será?
Estavam assim no dia de hoje:
À esquerda: a Verdinha; à direita: em cima a Catarina e em baixo a Bina

Como era dia de história na rotina semanal (embora as histórias apareçam por cá quase todos os dias ;-) partimos "À descoberta da metamorfose da borboleta" com dois animais que queriam ser cientistas: uma hipopótamo fêmea e um cão.

Resolvemos, nós também, levantar hipóteses sobre o que estará a acontecer. 
Eis as nossas 3 hipóteses (- são ideias para descobrir a solução!)
  1. As lagartas morreram dentro do casulo (Anita)
  2. As lagartas são dorminhocas, nunca mais acordam, ou então estão doentes (Mateus)
  3. As lagartas ainda não estão prontas, ainda não são adultas e por isso não podem sair do casulo (Miguel P.)
A partir daqui pensamos em construir um registo que nos ajudasse a contar quantos dias já passaram para cada uma das lagartas e a professora sugeriu uma linha do tempo. 
Deu bastante o que fazer, durante toda a manhã, mas o grupo de trabalho manteve-se entusiasmado: Anita, Beatriz e Duarte estiveram empenhados em elaborar o registo, e o André M. acabou por dar também uma ajuda.
Depois dos registos gráficos que realizamos (com ajuda das imagens que fomos revisitar no Bloguefólio), da escrita das palavras necessárias à compreensão do registo (palavras significativas) e da colocação (colagem) de cada coisa no seu lugar, este grupo de trabalho apresentou o resultado ao grande grupo:
O mês de baixo nesta Linha do Tempo (o atual, novembro) tem lá uma novidade de que ainda não falamos: no dia 11 o Duarte trouxe mais uma lagarta de sua casa, a quarta e chamámos-lhe Verdinha. 
Também ela depressa fez o seu casulo e aguardam-se novidades... mas se for como a anterior, que ele trouxe, vai ser bem mais despachada do que a Catarina e a Bina!

Como a cada lagartinha foi dada uma cor diferente não é difícil fazermos o ponto da situação:
  • A Catarina - a cor de rosa - foi a primeira a chegar e a fazer o seu casulo.
  • A Bina - a amarelo torrado - foi a segunda a chegar e a fazer o seu casulo também.
  • A Tita - a amarelo mais claro - foi a terceira a chegar, fez o seu casulo e transformou-se em borboleta passados 13 dias.
  • A Verdinha, foi a quarta e última a chegar - a verde - fez logo o casulo e entretanto já se passaram 7 dias!
Amanhã continuaremos a investigar... ainda há muito para descobrir!

Pensar de pernas para o ar!

Recebemos um convite do Diretor do Museu Nacional da Imprensa. Dizia assim:

O Museu Nacional da Imprensa está a preparar uma série de iniciativas para assinalar o 70º aniversário do nascimento (18.nov.1943) do jornalista e escritor Manuel António Pina, Prémio Camões 2011. Falecido em 2012, Manuel António Pina deixou uma obra singular, no campo da poesia, da crónica, da literatura infanto-juvenil e do teatro.
Neste contexto, gostaríamos de associar a vossa entidade a uma iniciativa que designamos de PINA 70: a poesia no mundo e que envolverá escolas e universidades de Portugal e dos países de língua oficial portuguesa, bem como escolas/centros de Português de outros países. Pretendemos que, nas mais diversas entidades associadas, sejam lidos poemas de Manuel António Pina, em algum momento do dia 18 de novembro, próximo, em salas de aula ou átrios. Trata-se de uma atividade simples, mas de grande significado, por envolver, nos mais diversos locais do mundo lusófono, a evocação daquele jornalista e escritor que o Museu Nacional da Imprensa homenageou em 2012, com uma grande exposição bio-bibliográfica.

Já sabemos um pouquinho acerca do que é a poesia...
- São palavras bonitas, com rimas.

E este foi o poema lido: Pensar de pernas para o ar

Pensar de pernas para o ar
É uma grande maneira de pensar...
Com toda a gente a pensar como toda a gente
Ninguém pensava nada diferente!

Que bom é pensar em outras coisas
E olhar para as coisas noutra posição.

As coisas sérias que cómicas que são
Com o céu para baixo e para cima o chão!

Então experimentamos (os mais pequenos e não só...)

E passamos depois (os mais crescidos que o quiseram fazer) ao registo livre sobre o poema:
A Anita (5 anos) desenhou as pessoas com a cabeça para baixo e as pernas para o ar. Assim, o chão ficava em cima e o céu em baixo! 
A Beatriz (5 anos) também o fez e muito bem, mas a foto saiu desfocada...
O Mateus (5 anos) fez ainda a casa do homem e o seu filho, do outro lado do desenho.

Ainda houve oportunidade de trabalhar o domínio da abordagem à escrita, pois cada um escreveu no seu registo o nome do poema:

  • Contamos quantas palavras tinha a frase do título (6 palavras)
  • Descobrimos qual era a palavra maior (havia duas empatadas, com 6 letras cada uma; e ainda havia outras duas palavras também empatadas, com 2 letras cada uma)
  • Encontramos a palavra menor (era só uma, o O)
  • As rimas também não foram difíceis de localizar...
Finalmente, achamos que pensar de pernas para o ar não dá muito jeito, porque se vê tudo ao contrário, mas pode ser muito divertido!

domingo, 17 de novembro de 2013

"Anda tirar uma foto!" - mais sobre documentação

Vamos subindo os degraus do nosso desenvolvimento em cada dia, passo a passo... e esse é um processo que importa documentar "porque só há uma infância" para cada um de nós!
A nossa professora já o faz todos os dias e nós estamos a aprender com ela, de tal forma que, atualmente, quando conseguimos algo que consideramos importante, diferente, especial, algo que resultou do nosso esforço e/ou de trabalho colaborativo entre pares, pedimos para registar: - Anda tirar uma foto!
(E ninguém desarma, ninguém desmonta, ninguém arruma, enquanto a foto não é tirada!)

Como devem imaginar, nesta altura do ano letivo já foram tiradas muuuitas fotos... é a documentação das nossas conquistas, através de imagens ou vídeos, feita a nosso pedido.

Segundo Mendonça (2009) "O ato de documentar é fundamental para tornar os processos vivenciados na escola conhecidos, compreendidos e problematizados em sua essência (...). Na educação, e mais especialmente na Educação Infantil, o termo documentação pedagógica foi inserido para identificar uma prática docente que possibilita dar visibilidade a várias formas de compreender a criança, as suas realizações e os processos de aprendizagem que ocorrem durante o trabalho educativo. A documentação compõe-se não somente do ato de observar e registar, mas, também, dos atos de analisar e refletir, compartilhar interpretações para, pelo contemplar o passado, compreender o presente e projetar o futuro do trabalho educativo.

Hoje deixamos aqui algumas dessas imagens, para o nosso álbum de recordações:
video
Preencher um quadro de entrada dupla (Mapa de Presenças) é um grande desafio para os mais pequenos, que vão conseguindo superá-lo, cada vez melhor, a cada dia que passa!
 Construções individuais ou a pares, grandes e pequenas conquistas 
com diversos materiais e de acordo com a idade de cada um
Meninos em meninas em atividade lúdica e trabalho colaborativo espontâneo:
um fator comum a quase todas as imagens: os sorrisos nos rostos :-D
Sucessos na expressão plástica, como a figura humana e outras formas
que surgem na modelagem de plasticina e são grandes motivos de orgulho!
O início da representação do esquema corporal que começa a surgir nas pinturas e nos desenhos. A evolução do nosso mais pequenino, que começou a fazer colagens... e a gostar!

Porque "brincar é a mais elevada forma de pesquisa", já dizia Albert Einstein, assim vamos brincando e aprendendo... subindo os degraus do nosso desenvolvimento sem pressas, um dia de cada vez e procurando documentar todo o processo.

"A prática de documentar os processos pedagógicos pode servir a diversas finalidades. De acordo com Edwards, Gandini e Forman (1999) enquanto decorrência desse processo é possível:
  • Dar visibilidade, para os pais, do quanto, do que e do como os seus filhos estão aprendendo e se desenvolvendo.
  • Permitir às crianças revisitar as suas experiências, olhando o que fizeram e ouvindo o que disseram. Como decorrência, elas podem reconstituir e reinterpretar suas aprendizagens e vivências, agora de modo mais profundo, tornando-as como ponto de partida para os próximos passos na aprendizagem.
  • Assegurar que o grupo de crianças, e cada criança individualmente, possa se observar de um ponto de vista exterior enquanto está aprendendo, de modo a perceberem o quanto suas realizações são significativas estando delas conscientes e fazendo que outros também o estejam.
  • Permitir que os educadores se constituam pesquisadores de suas práticas, relembrando-as, apropriando-se delas e desvelando-as, de maneira que possam reconstruir-se em seus conhecimentos e práticas, enquanto acompanham a caminhada do aprendizado de seus alunos.

Passado – registado, documentado, refletido – a fim de elucidar o presente e fornecer indicadores para pensar e compor o futuro" Mendonça, 2009 (tese de doutoramento)

Os dois primeiros itens podem ser concretizados através deste portefólio de grupo: 
  1. o primeiro, pela consulta dos pais, na procura de informação sobre o que a criança faz no jardim de infância; 
  2. o segundo, pela visita ao Bloguefólio realizada por pais e filhos em simultâneo, momentos de partilha que podem ser muito relevantes para ambos, por proporcionarem uma revisitação da experiência, por parte das crianças, o que ativa a sua capacidade de memorização e lhes permite tomar consciência da importância que os pais estão a dar ao seu processo educativo.
E isso é muito importante!

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