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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Dia das Bruxas - Epílogo

E terminamos da maneira mais ansiada... com a visita da Miquelina, uma bruxa boa e amiga, que não assusta nem os meninos mais pequeninos (não assustou mesmo!)
Quem costumava cá vir neste dia era a Mimi, uma bruxa muuuito alta, mas este ano não foi possível, ela emigrou para França, parece que estava desempregada... então telefonamos à Miquelina e ela aprontou-se a tempo de cá vir, passar um bocadinho connosco. 
A nossa escola estava bem preparada para a receber, muito bem decorada de forma assustadora pela Lídia e pela Celeste...
Pois a Miquelina veio de vassoura e parece que estava vento lá em cima, pois estava um bocadinho despenteada. Contou-nos uma história, esta aqui:

Depois deu por ela que não tinha trazido um miminho para nós... ficou um bocadinho triste, porque nós portámo-nos todos bem e estivemos muito atentos à história. Mas logo se resolveu o problema, com uma poção mágica
Ela não tinha trazido o caldeirão, mas a Celeste e a Lídia foram buscar uma grande panela.
A poção levava: 
Dente de dragão, olho de veado, coração de crocodilo e pêlo de rato. 
Ah! E um bocadinho de açúcar, para ficar doce! 
Com pózinhos de perlimpimpim, palavras mágicas e a nossa ajuda (fechando os olhos com muita força e contando até 3) aconteceu um bom feitiço: a panela apareceu cheia de gomas!
Foi assim:
A visita da bruxa Miquelina on PhotoPeach

E não se foi embora sem prometer voltar para o ano, nem sem comer um biscoito (obrigada ao Gabriel L. da sala dos Amigos, que os trouxe) com doce de abóbora!
Gostamos tanto dela, que até mudámos a letra da canção da bruxa Miquelina:

Bruxa Miquelina que bonita que tu és! 
Tens cabelo e cheiras bem dos pés!

Foi um dia espantástico e está tudo dito!

Dia das Bruxas - Cap. III

Durante esta semana o Halloween serviu de inspiração a várias produções espontâneas em desenho, colagem e modelagem:
 E também em pintura...
Umas produções artísticas verdadeiramente assustadoras, não acham?


Dia das Bruxas - Cap. II

Docinho, docinho foi o momento do lanche de hoje, que resultou de uma atividade de culinária conjunta entre as duas salas... fizemos doce de abóbora e as abóboras vieram de casa. Muito obrigada aos papás que colaboraram connosco!
Os adultos fizeram o que era mais perigoso: usar as facas, para cortar e descascar as abóboras... e mesmo assim foi complicado! Nós ajudamos no resto...

Docinho de abóbora on PhotoPeach 

Ficou mesmo saboroso!

Depois decoramos os frasquinhos com canetas de acetato, glitters e olhinhos e pusemos uma etiqueta de quadro preto, com o nosso nome escrito a giz. 
Estes frasquinhos vão decerto proporcionar momentos docinhos lá por casa... ;-)


Um Dia das Bruxas com muito o que contar! Cap. I

Logo pela manhã, entre canções, conversas e rotinas... um momento simples mas fantástico. Uma magia tipo experiência, bem fixe e barata, só com papel higiénico, um balão... e cabelo!

video

Aqui está ela, replicada pela nossa diabinha...

O segredo, ficamos a saber, está em esfregarmos o balão no cabelo antes de o aproximarmos dos fantasmas de papel higiénico, pois essa fricção gera eletricidade estática e esta faz os fantasmas colarem-se ao balão! 
É a física no seu estado mais divertido ;-)

Laranjóbora, perantasma, kiwonstro, maçuxa e bananego

Porque somos verdadeiros Heróis da fruta (daqueles que comem mesmo a frutinha ao lanche todos os dias e depois registam a sua estrela no Quadro de Mérito...) somos amigos das frutas, de tal forma que as ajudamos a brincar também ao Dia das Bruxas!
E o resultado foi este!
Não só colocamos em ação a nossa criatividade, como trabalhamos a língua, fundindo as palavras... não foi fácil, mas alguns já conseguiram!

Cá estão elas...

Cá estão elas, as nossas Frutas Mascaradas para o Dia das Bruxas!
Como verdadeiros Heróis da Fruta cumprimos o prometido... e terminamos a tarefa a que nos propusemos. Ei-las na companhia de algumas das abóboras que trouxemos de casa:


Algumas porque estão aqui só três, as restantes abóboras... foram hoje para a panela!
Mas sobre isso daremos notícias depois... notícias bem doces ;-)

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Frutas mascaradas para o Dia das Bruxas?

Hoje na caixinha das surpresas vinha uma coisa... só para Heróis como nós!
Então não é que as nossas amigas frutas (aquelas que comemos todos os dias ao lanche da manhã), se juntaram com a (pequena) Bruxa Miquelina e vieram pedir-nos uma ajudinha?
Pois foi isso mesmo, parece que o feitiço (talvez por a bruxa ser assim tão pequena...) não era lá muito forte e por isso não deu resultado!
O que as frutas queriam (a maçã, a pêra, a banana, o kiwi e a laranja) era brincar ao Dia das Bruxas... mascaradas! E até já tinham escolhido uma coisa assustadora cada uma:
A maçã queria mascarar-se de bruxa
O kiwi, de monstro (Frankenstein)
A banana, de morcego
A laranja, de abóbora
A pêra, de fantasma

Claro que nos dispusemos logo a ajudar... e desta vez os voluntários até foram mais os meninos e meninas de 3 anos!
Em pequeno grupo pesquisamos na internet imagens de coisas assustadoras do Dia das Bruxas e toca a imaginar como transformar a frutas naquilo que elas queriam ser... que materiais usar, como fazer. Depois pusemos mãos à obra:
Algumas ideias não resultaram e tivemos que tentar outra vez... mas é assim que se aprende!
Quando estiverem prontas as nossas Frutas Mascaradas mostramos como ficaram...

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Caixas de ovos com histórias dentro!

Cá estão algumas delas... agora que começou o entusiasmo com o Dia das Bruxas, tratamos de terminar os trabalhos iniciados, ou seja, acabámos as nossas caixas de ovos com história! Foi assim:

Metemos uma história dentro de uma caixa de ovos! on PhotoPeach 

Foi uma atividade muito abrangente: desde colorir as imagens, recortar, pintar/decorar a caixa de ovos e, finalmente, colar cada coisa no sítio certo, porque há uma sequência lógica nesta história que envolve dias da semana, frutos e cores e tivemos que ter o cuidado e a atenção necessários para a sequenciar da maneira correta. Assim pusemos em ação competências como:
  • Atenção/memorização (conhecer e recordar o enredo da história "A Lagarta Comilona" de Eric Carle), 
  • Habilidades motoras finas, 
  • Imaginação e criatividade (decoração),
  • Matemática (as cores, a sequência lógica, o sentido de número, noções temporais como  o antes/depois, os dias da semana, etc.)
Os resultados não são o mais importante, mas gostamos de ver que nos saímos bem!
Aqui estão as caixas de ovos com história dentro, que ficaram mesmo prontas (porque depois de as termos dado como terminadas, lembrámo-nos ainda de as decorar com glitter) as restantes publicaremos depois...



 (Maria, 4 anos)


"A pedagogia da participação realiza uma dialogia constante entre a intencionalidade conhecida para o ato educativo e a sua prossecução em contexto com os atores, porque estes são pensados como ativos, competentes e com direito a co-definir o itinerário do projeto de apropriação da cultura que chamamos educação" 
Oliveira-Formosinho, Kishimoto, Pinazza & cols., 2007

domingo, 27 de outubro de 2013

"Andar aos dias"... ou planificar o emergente

"É sempre assim, o trabalho nunca acaba nem a procura de estratégias para dinamizar a vida do grupo e a aprendizagem dos meninos e meninas lá da escola"...

E é mesmo sempre assim... como educadora, revejo-me nas palavras que a colega Manuela Matos tão bem escreve, semanalmente, no seu "Andar aos dias". Até no título encontro sintonia... sinto-me "andar aos dias" em cada dia na minha sala de jardim de infância. 

Planifico semanalmente (enquanto me deixarem...) de uma forma aberta e flexível, procurando manter um fio condutor pleno de intencionalidade no trabalho pedagógico, uma rotina consistente, que faça sentido para as crianças e para mim, que transmita segurança e construa harmonia, mas também que aborde conteúdos essenciais e contribua para o desenvolvimento de habilidades e competências que são fundamentais nesta faixa etária.

A minha planificação não é mais do que um conjunto de propostas, estratégias, recursos e atividades, indissociáveis deste contexto específico e que penso irem ao encontro daquilo que vou observando. 
É isso o que levo na manga para o que der e vier... planifico a ação com intencionalidade educativa, tal como prevê a legislação que é função do educador: 
"planifica a intervenção educativa de forma integrada e flexível, tendo em conta os dados recolhidos na observação e na avaliação, bem como as propostas explícitas ou implícitas das crianças, as temáticas e as situações imprevistas emergentes no processo educativo"(Perfil do educador de infância)

Todos os dias procuro escutar, compreender e aperceber-me das verdadeiras necessidades e interesses das crianças que me estão entregues e, por isso mesmo, estas planificações quase nunca se cumprem, pelo menos na sua totalidade. A maior parte das vezes, em algum momento da semana acontece uma cambalhota que faz tudo mudar de direção... e toca a planificar o emergente.

Foi o que aconteceu, desta feita algo inesperadamente, na passada sexta-feira... 
Há algum tempo que estranhava que as crianças não falassem no Dia das Bruxas, algo que costumam viver com um entusiasmo quase carnavalesco... mas andavam tão envolvidas entre lagartas e borboletas, que não tinha ainda surgido nada. 
Também não falei do assunto, tanto mais que não considero esta uma festividade genuína, uma vez que não deriva dos nossos costumes e tradições, antes foi importada por razões mais ou menos comerciais... mas não deixa de ser uma oportunidade de abordar conteúdos relevantes: os medos, as emoções, a fantasia, o faz-de-conta, as tradições de outros países diferentes do nosso...

E a planificação emergente começou nessa sexta-feira de tarde, já na hora de arrumar, quando tinha saído da sala por breves instantes e, ao regressar, as meninas mais crescidas me deixaram entrar mas só com os olhos fechados, me levaram pela mão até ao quadro preto e só aí permitiram que os abrisse, para que visse:
- Olha, estás a ver? Vem aí o Dia das Bruxas e depois a Festa das Castanhas!

E contra factos, não há argumentos, a rota está traçada... 
Compete-me agora ouvir, planificar com eles,  ir ao encontro, potenciar esta oportunidade no sentido de proporcionar desenvolvimento, preparar com um conjunto de situações educativas que divirtam as crianças, que promovam o seu envolvimento nas atividades, estimulem a sua capacidade de iniciativa e empenho, o seu sentido da responsabilidade e a sua criatividade, que as leve a chegar mais longe... 
Com ajuda das bruxas, fantasmas, monstros e outros que tais? Pois que seja!

E refletindo sobre prós e contras dos modelos de planificação encontrei esta frase:

"O modelo é por definição aquele em que não há nada a modificar, 
aquele que funciona com perfeição; 
ao passo que a realidade, 
vemos bem que ela não funciona e que se esfrangalha por todos os lados; 
portanto, resta apenas obrigá-la a adquirir a forma do modelo, por bem ou por mal" (Calvino, 1995: 98).


sábado, 26 de outubro de 2013

E se?...(uma ideia maluca com a Lagarta Comilona)

Ainda andamos às voltas com lagartas e borboletas e com a história "A lagarta comilona" de Eric Carle, que foi virada do avesso de várias formas: 
  • visualizamos em PowerPoint no computador,  
  • recontámo-la através de uma sequência lógica de imagens no flanelógrafo, 
  • exploramos o respetivo livro, 
  • brincamos com o boneco-fantoche, que permite recriar a história a 3 dimensões,
  • jogamos o Jogo da Lagarta Comilona, um jogo virtual com questões de interpretação,
  • realizamos atividades gráficas de consolidação dos conceitos trabalhados...

Mas não haveria assim uma forma mais maluca de contar esta história? Uma maneira diferente que pudéssemos inventar? Daquelas que costumamos criar na área dos projetos? (a professora gosta muito de espicaçar a nossa criatividade)

Surgiram algumas ideias, como usarmos outras técnicas de expressão: a pintura, a colagem, ou a modelagem. Isso os mais pequenitos até já tinham feito...
Então a professora propôs reutilizarmos um material que tínhamos na sala: caixas de ovos. 
E as cabecinhas tiveram que pensar (bastante)... 
- Como vamos meter a história da lagarta dentro de uma caixa de ovos?

Mas não foi muito complicado experimentar e meter mãos à obra!

Pedimos emprestadas imagens da sequência lógica a preto e branco (para não dar muuuito trabalho ter de desenhar tudo), colorimos ao nosso gosto, recortamos e ficamos com todos os elementos importantes desta história.
Depois olhámos os quadros de responsabilidade, fomos lá buscar as cores associadas a cada um dos dias da semana e fizemo-las corresponder a cada uma das 6 cavidades da caixa de ovos, pintando-as...
Depois foi só decorar a gosto, por dentro e por fora e colar os diversos elementos da história. Estão quase prontas! Mas ainda falta o quase...

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

A documentação pedagógica

De vez em quando a nossa professora pede à Lídia para fotografar atividades que está a fazer connosco, para assim documentar o nosso processo educativo. 
Mas, de vez em quando, a Lídia, em vez de fotografar, filma... e assim, em vez de termos as atividades documentadas em imagens, temo-las em video, onde podem ver-nos mesmo em ação, ao vivo e a cores!

Foi o caso de ontem, quando replicamos pela primeira vez a experiência química que a professora nos demonstrou. 
Estes são os meninos mais crescidos (um de cada vez, todos fizeram a sua replicação da experiência, mas só esta primeira vez ficou registada em video):
video
Na próxima vez vamos pedir à Lídia que filme as expressões faciais todas, ao redor da mesa grande... eram bem dignas disso ;-)

Outra "curta-metragem"... agora com os mais pequenos.
Um diálogo sem som entre dois meninos de 2 anos na área da biblioteca, captado pela nossa professora:
video
Inicialmente, um estava a ler ao outro a Lengalenga dos 10 macaquinhos... mas quando se sentiu observado, ficou mudo ;-)

A documentação pedagógica,  é "[...] um processo cooperativo que ajuda os professores a escutar e observar as crianças com que trabalham, possibilitando, assim, a construção de experiências significativas com elas."                                               
Gandini & Goldhaber, 2002

A documentação pedagógica permite uma análise da originalidade dos processos construtivos de conhecimento por parte das crianças, das suas experiências individuais ou em grupo e pode ser feita através de vários meios: textos descritivos, fotografias, vídeos, produções das crianças, registos de observações e outras formas consideradas adequadas para registar o que a criança faz e como o faz.

A análise dessa documentação permite aos educadores revisitarem as situações, sistematizarem informação acerca de cada criança, obtendo dados para a sua avaliação formativa, bem como reverem as suas práticas para compreender melhor a(s) cultura(s) da infância. 

Uma das possibilidades de documentação é a construção de Portefólios, com o objetivo de registar vivências e experiências, documentando descobertas e ações das crianças nos espaços da Educação Infantil. A documentação, quando inserida no Portefólio de Aprendizagem das crianças, pode ser revista por elas próprias, sozinhas ou em grupo, podendo ter, assim, a oportunidade de compartilhar as suas ideias e opiniões, tomar consciência das suas aprendizagens e aprender a apreciar e respeitar o trabalho dos colegas, fortalecendo vínculos com vista á construção de um ambiente colaborativo.

Também os pais, tendo acesso à documentação pedagógica, podem conhecer as situações vivenciadas pelos seus filhos e perceber melhor as suas atitudes, pontos fortes e dificuldades.

A prática de documentar o processo educativo facilita o desenvolvimento de uma escuta mais atenta e cuidadosa dos saberes das crianças, bem como o aperfeiçoamento dos métodos de observação e registo, com vista a uma maior eficácia no processo.

Um dia tranquilo

Hoje nem chegámos a uma dúzia... temos alguns fixes doentinhos e o tempo também não tem ajudado nada!

Por isso o dia foi bem tranquilo, para o que contribuiu também o Tempo de Descanso...
Pouco a pouco, quase todos (tirando um ou outro mais triquiteiro) vamos conseguindo ser capazes de descontrair, relaxar, descansar o corpo e a cabeça, mantendo-nos deitados e sossegados durante algum tempo.
E para os papás que têm alguma curiosidade em saber como é, aqui fica uma "espreitadela" ao repouso de ontem... pelos olhos de quem está connosco, a Lídia:
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As nossas tardes continuam a correr bem, com mais calma e tranquilidade do que vinha a ser hábito. Hoje até tivemos uma Aula de Arte, com a professora L.(5 anos)
Ela veio de casa logo de manhã muito entusiasmada com uma atividade que fez com a mãe e que trouxe para partilhar connosco. 
E como estava disposta a ensinar-nos a técnica, aproveitamos para mais uma aula com uma professora de palmo e meio. Primeiro preparou os materiais necessários, é claro!

Uma Aula de Arte on PhotoPeach 

Foi preciso atenção, paciência e empenho para levar a bom termo a tarefa que nos propôs: fazer um desenho com lápis de cera, mas de uma forma especial:
  1. primeiro colorir toda a folha com cores (às bolinhas, às riscas, como quiséssemos) 
  2. depois cobrir tudo com lápis de cera preto, bem carregado. 
  3. por fim, desenhar nessa superfície preta com algo pontiagudo... 
  4. ...e acontece uma magia com cores!
Todos conseguimos concluir a tarefa, embora de formas diferentes como é natural.
E apreciamos no fim os bonitos resultados do nosso esforço:
E não sem razão houve quem comentasse:
- Mas isto cansa!

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Os mais pequeninos... e o tempo de descanso

Depois de a "caixinha das surpresas" nos ter trazido mais uma amiga, a lagarta-borboleta da história de Eric Carle... as lagartices continuaram!
Desta vez foram os meninos e meninas mais pequeninos (2 e 3 anos) que experimentaram criar lagartas com a plasticina nova... pois, veio mesmo a propósito, porque era verde!

Esta tarde correu bem, entre a modelagem dos mais pequenos e as atividades de expressão dos mais crescidos, todos estivemos calmos (durante o tempo de intervalo da Lídia) talvez porque estamos a implementar um novo sistema no intervalo de almoço (intervalo também da atividade letiva), que vamos explicar de seguida: 

Chamamos-lhe o Tempo de Descanso ;-)
Então agora fala a educadora...

Temos este ano alguns meninos de 2 anos a frequentarem o jardim de infância desde as 8h da manhã até às 18h30m, um mal necessário nos tempos que correm, fruto da falta de disponibilidade dos pais... para serem pais (e se, em alguns casos, há mesmo essa necessidade, noutros não será bem assim, e seria benéfico que as crianças destas idades pudessem passar mais tempo em contexto familiar).

Verificamos assim que a "jornada de trabalho" destas crianças (e de outras, de apenas 3, 4 e 5 anos) ocupa mais horas do que a dos adultos, que trabalham habitualmente 8h por dia. Ora elas chegam a passar na instituição cerca de 10h... é muito tempo!

Em dias de chuva e sem espaço de recreio coberto, é fácil de imaginar a dificuldade em manter 32 crianças num ambiente minimamente tranquilo e agradável, tanto mais quando as semanas de mau tempo se sucedem. 

Desde início nunca se impediu nenhuma criança que tivesse necessidade de dormir, de o fazer, mas não era uma prática generalizada. No entanto, o acumular de situações de comportamentos alterados, crianças muito agitadas, irrequietas e com dificuldade em se manterem atentas a qualquer tipo de atividade da parte da tarde, levou a esta iniciativa experimental.

Nestes dois dias, que estiveram chuvosos, começamos então a repousar, durante cerca de meia hora (logo após o almoço, desde as 13h às 13h30m, sensivelmente) ao som de música calma. Infelizmente a sala do Prolongamento de Horário não se consegue escurecer mais um pouco, o que seria benéfico e não só por este motivo. Mesmo assim, quem quiser e/ou tiver necessidade, pode dormir um bocadinho. Quem não o quiser fazer, descansa e respeita o descanso dos outros (aprender a respeitar os outros é uma das aprendizagens mais importantes das crianças desta idade).

Porque desde cedo as crianças devem aprender a conseguir estar quietas e caladas se necessário e porque necessitam tranquilizar-se, relaxar-se um bocadinho para ficarem mais bem dispostas, mais calmas e assim com maior capacidade de atenção e concentração, mais dispostas a aderir com entusiasmo às atividades que se seguem, já nas respetivas salas.

Hoje foi o segundo dia e correu ainda melhor do que o primeiro. 
Os ganhos são notórios, ao nível do bem-estar das crianças e essa é a nossa preocupação.
Podem ler mais um pouco sobre o assunto neste artigo, que realça os benefícios da sesta em crianças em idade pré-escolar. Esta prática tem sido também implementada em outros contextos de educação de infância da rede pública, com bons resultados.

Procuraremos manter esta iniciativa, com o apoio imprescindível da Lídia, a nossa animadora,  enquanto der bons frutos. Em dias de bom tempo, as crianças terão oportunidade de relaxar, brincar e exercitar-se no recreio, o que, embora possa parecer contraditório, acaba por ter um efeito semelhante...

Uma explosão de cor em forma de estrela!

Hoje foi dia de experiência científica, uma atividade que é sempre do nosso agrado!
Foi dia de pormos a química em ação...

Entre lagartas, borboletas, alimentos, dias da semana e cores, alguns dos assuntos que nos têm ocupado esta semana, conversámos sobre o leite e já sabemos várias coisas:
- É branco, o branco é a falta de cor e o preto é as cores todas juntas!
- Às vezes é castanho...
- Isso é porque tem chocolate misturado...
- Vem das vacas, as vacas dão leite branco!
- Está dentro do pacote.
- Compra-se no supermercado.
- E só há leite branco e castanho? Não haverá leite assim vermelho, verde ou cor de rosa?
- Não, não há leites às cores!
- Será que nós podíamos colorir leite?(ficamos a olhar para a professora com ar estranho...)
- Não!
- Não? Então vejam só esta magia:

Uau! Achámos fantástico e quisemos logo experimentar... precisamos de leite gordo, corantes alimentares (tínhamos 3 cores), detergente da louça e cotonetes. Primeiro a professora exemplificou assim:

E depois fizemos nós, assim:
Magia... com química on PhotoPeach 

Podem espreitar um bocadinho neste vídeo, que a Lídia registou:

Os mais crescidos registaram o protocolo da experiência com muita atenção, colocando todos os materiais necessários e o descrevendo o respetivo procedimento:

Percebemos que o detergente é que fazia acontecer esta magia! E esta  é a explicação científica para o sucedido:
O segredo da explosão de cores é a química da pequena gota de detergente que, devido às suas caraterísticas bipolares, enfraquece as ligações químicas que mantêm as proteínas e gorduras em solução. As moléculas de proteína e de gordura misturam-se, torcem-se, enrolam-se e contorcem-se em todas as direções, fazendo com que as moléculas dos corantes alimentares colidam e sejam empurradas para todos os lados, como se explodissem.

Esta atividade pretendeu promover a literacia científica das crianças, "procurando realçar as finalidades da educação em ciências de base experimental, de forma a limentar a curiosidade das crianças e estimular o seu desenvolvimento cognitivo e emocional
Brochura "Despertar para a Ciência" - DGIDC, 2009

Aprendemos química através de uma atividade diferente... e com todo o prazer!

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Lagartices e borboletices

É o que está a dar... e a propósito alguns conheceram (os novos) e outros recordaram (os antigos) uma história que agrada a todos: "A Lagarta Comilona", de Eric Carle, que aqui fica, nesta versão da colega Isabel Aquino...




É uma história que dá muito o que contar.  Através dela exploramos vários conceitos importantes nas diversas áreas de conteúdo: alimentos, o sentido de número, os dias da semana, as cores, a sequência temporal. 
No que se refere a esta última, os meninos mais pequenos conseguiram sequenciar no flanelógrafo todas as imagens da história, do princípio até ao fim!

Os mais crescidos fizeram uma sequência lógica mais complicada... tiveram que pensar um bocadinho para conseguirem representar (num organizador gráfico criado para o efeito) seguindo a ordem dos dias da semana (tal como referida na história, colorida de acordo com os quadros da sala), o que aconteceu em cada dia. 
Só falta terminar um, os outros ficaram assim:

Ainda tivemos tempo para aproveitar as frutas que nos tinham sobrado das atividades da semana passada (explorações sensoriais), mas que já não estavam lá muito boas... laranja, banana, maçã, pêra e feijoa. Com elas fizemos carimbagem e os mais pequenos gostaram muito (mas os grandes e médios também não ficaram atrás...). 
 Primeiro com as frutas, depois com as esponjas e até as mãos... foi uma alegria!
Mas valeu a pena, ficaram bonitas e coloridas as nossas carimbagens de frutas, com cores de Outono! São obras de verdadeiros Heróis... da Fruta, pois claro!

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

A notícia do dia!

E para fechar as novidades por hoje (há sempre tanto o que contar...) cá vai a melhor do dia:
Quando chegamos à sala não reparamos logo, mas depois...

Tcharaaaaaaaam!

Apresentamos a todos a borboleta Tita, que foi a última a chegar à Sala Fixe trazida pelo Duarte, mas a primeira a transformar-se! 
Deve ser por isso que se diz que "os últimos são os primeiros"... 
(nós dizemos muito essa frase, principalmente quando somos os últimos da fila ;-)

Com a sua chegada tivemos que atualizar os registos que estamos a elaborar do processo de metamorfose da borboleta, mas ainda não terminamos.
Também tivemos de tomar uma decisão: 
- Deitá-la à vidinhaporque senão morre, na caixa não tem o que comer!
E assim se fez, oxalá a Tita consiga sobreviver no meio deste mau tempo...

video

O resto do dia  ainda trouxe mais algumas lagartices e borboletices... mas por hoje ficamos por aqui. Amanhã contamos!

El-rei Comilão, um rei 2 em 1

Na semana que passou, a propósito da Alimentação, aprendemos esta canção, através de uma animação no Youtube:


Como já sabemos a diferença entre a alimentação que é saudável e a que não é, aproveitamos esses conhecimentos para criar El-Rei Comilão... com duas faces, uma saudável e outra não!
Foram as meninas quem mais trabalhou neste pequeno projeto: desenharam, pintaram, recortaram, colaram, coseram... estão de parabéns pelo empenho que colocaram neste trabalho, olhem só o resultado final... um rei 2 em 1
À esquerda, El-Rei Saudável, o que já sabe comer.
À direita, El-Rei Guloso, o que ainda tem que aprender.

E com isto aprendemos todos o que devemos e não devemos comer!
Agora vamos pô-lo na sala, mas tem que ficar pendurado, porque tem duas faces e não pode nenhum ficar tapado... ;-)

E muito obrigada Mauriquices, pela inspiração!

3 professores de palmo e meio

Entre os meninos grandes, faltavam apenas três experimentar o papel de professor...
Durante a semana que passou e hoje, deram-se as aulas dos meninos grandes que faltavam, todas em torno dos jogos educativos.

  • Na primeira, o A.M. ensinou o Puzzle das Profissões, onde explicou primeiro o que eram "profissões": são os trabalhos das pessoas;
  • Na segunda, do Mt. apresentou o Puzzle de Cubos do Gomby, mostrando aos colegas como se fazia e que era preciso rodar os cubos até aparecer o bocadinho da imagem que precisamos;
  • Na terceira aula, com a L. aprendemos a construir o Puzzle do Panda e as cores. Para ser mais fácil, ela planeou que os meninos mais velhos fizessem os puzzles das cores primárias que, quando misturadas, dão as cores secundárias e os meninos mais novos associassem um objeto à sua cor, montando um puzzle mais simples, de 2 peças. E resultou!

Aqui estão todas estas aulas, em slideshow:

3 em 1 - as aulas que faltavam... on PhotoPeach 

No final houve quem comentasse, para os "vizinhos do lado":
- Para as próximas aulas temos que pensar em coisas diferentes!
Parece, pois, que esta rotina vai ser para continuar!

sábado, 19 de outubro de 2013

Brincar com as palavras

Também o tempo de recreio pode ser tempo educativo!
É o caso, quando brincamos com as palavras, repetimos as lengalengas que aprendemos e inventamos outras novas!
Foi o que aconteceu com esta, "Pelo muro acima"...
Pelo muro acima
Vai uma formiga
Com uma mão na testa
Outra na barriga
Pelo muro abaixo
Vai um escaravelho
Com uma mão na testa
Outra no joelho!

Também podemos cantar esta lengalenga e assim passa a ser uma canção! 
Aqui está ela, cantada pela amiga Alda, do blogue "O resto são cantigas":



E a brincar continuamos, introduzindo na lengalenga novos animais, cujos nomes também rimassem com partes do corpo:

leão ou cão ou saltitão - mão
camelo - cabelo ou cotovelo
joaninha - perninha
perdiz - nariz
piolho - olho
jacaré - pé


Assim, a brincar com a língua, desenvolvemos a consciência linguística (que é a capacidade da criança pensar sobre as propriedades formais da língua) nomeadamente, neste caso, a sensibilidade à consciência dos sons, que se enquadra no âmbito da consciência fonológica.

"Os jogos de linguagem (e de análise da língua) são óptimas estratégias para potenciar o desenvolvimento da linguagem em geral e da consciência fonológica em particular. Nestes jogos, as lengalengas, as rimas infantis e os contos rimados desempenham um papel de relevo". (Viana, F. L., 2006)
Nota da autora: Por Consciência Fonológica referimo-nos à capacidade para focar a atenção e manipular as unidades do sistema fonológico - sílabas e unidades intra-silábicas.


sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Estamos "nas nuvens"... ;-)

Foi uma semana cheia de nuvens e de chuva, lá isso é verdade! Mas não é essa a razão do título desta postagem ;-)
É porque, quando fazemos anos, ficamos um bocadinho nas nuvens... 
Por isso decidimos pendurar-nos em balões (tantos balões quantos os anos que completamos) e subir até às nuvens! 
Para já só a Maria e o André M. é que já estão pendurados, porque quem ainda não fez anos, ainda não conseguiu agarrar os seus balões e para já tem os pézinhos bem assentes no chão...


Este é, pois, o nosso Quadro de Aniversários deste ano... tivemos mesmo que tratar deste assunto, pois já dois meninos fizeram anos e era preciso saber quando fará o próximo!

Este quadro serve também para nos situarmos relativamente às 4 estações do ano, pois está dividido em quatro partes. Através deste instrumento já exploramos diversos conceitos importantes e trabalhamos algumas habilidades motoras: 
  • Pensar como costuma estar o tempo em cada estação do ano (e decorar de acordo o céu, as nuvens e o resto do cenário, o que ainda não fizemos no caso do Outono, pois o tempo não chega para tudo. As outras estações completaremos quando lá chegarmos)
  • Observar em que estação do ano há mais meninos a fazer anos; quantos são; qual a estação a seguir; qual aquela em que ninguém faz anos...(sim, há mesmo uma!)
  • Contar quantos anos faz cada um, pelos balões que cada um tem; as suas cores...
  • Contornar um molde e recortamos todos os nossos balões (à exceção dos mais pequeninos, que precisaram de uma ajudinha...)
  • Contar 1, 2, 3, 4, 5 ou mesmo 6; os meninos mais crescidos ainda escreveram todos esses algarismos nos seus balões!
  • Recordar (ou conhecer) a nossa data de nascimento: o dia, o mês e o ano em que nascemos, um dado pessoal muito importante!
Enfim, já deu e vai continuar a dar "pano para mangas"... porque é um instrumento em desenvolvimento e irá continuar a ser enriquecido com as propostas que forem surgindo (a próxima é colar folhinhas secas na estação do outono, mas com esta chuva ainda não o pudemos fazer).

"Os instrumentos de gestão do quotidiano, tais como o quadro de presenças, do tempo, dos aniversários ou o diário são, antes de mais, uma manifestação de uma imagem de criança ativa, competente, com direitos, que pode participar na construção, utilização e análise dos meios de regulação social, interpessoal e intrapessoal no âmbito do grupo

Oliveira-Formosinho & Andrade, 2011)

Foi sendo construído durante o tempo de atividades e projetos, ao longo desta semana... e em grande parte através de trabalho autónomo, ora vejam:

Ficamos nas nuvens... quando fazemos anos! on PhotoPeach 

E foi tão divertido tirar estas fotos malucas, todos bem esticadinhos... 
quase tocávamos mesmo nas nuvens!

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